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Erros comuns que fazem Pequenas Empresas naufragarem

16/05/2018

Quais são as causas da crise financeira da sua empresa? Já parou para pensar sobre o assunto? Após escrevermos sobre a recuperação judicial, alguns empresários nos perguntaram de que forma seria possível avaliar se esse procedimento seria válido ou não para suas empresas.

A resposta a essa pergunta não pode ser fornecida através da internet. Somente conhecendo mais profundamente os problemas da empresa e diante de números concretos é que poderíamos junto com o empresário avaliar, se o negócio consegue ou não ter alguma vantagem com a recuperação.

De todo modo, o ideal é que antes de a empresa entrar em coma e começar a respirar com ajuda de aparelhos, o próprio empreendedor compreenda os motivos que levaram à crise. Encontrando as origens do problema é possível atacar as causas.

Entretanto, como sabemos o quanto é difícil para quem está no olho do furacão perceber um caminho por onde começar, elaboramos abaixo uma pequena lista de problemas comuns que normalmente fazem as empresas naufragarem:

1) Concentração de vencimentos – o empresário precisa dominar o conceito de fluxo de caixa, não tem jeito, se você não gosta de números, não empreenda. Não se iluda acreditando que a empresa de contabilidade cuidará das suas financas, não é assim que funciona.

É necessário ter uma planilha com contas a pagar, créditos a receber e vencimentos. Se o empresário concentra vários vencimentos (além daqueles fixos) em um único mês por exemplo, a chance de não ter fluxo de caixa para pagá-los é alta. Até que ponto é vantagem solicitar um empréstimo para começar a pagar em 60 dias se na data de vencimento existirão outras contas extras a serem pagas? Já parou para pensar sobre isso?

A maioria das micro e pequenas empresas que fecham no Brasil, cometem erros ligados a falta de controle e planejamento financeiro. Empreender requer conhecimento, procure estudar sobre tudo o que envolve a atividade empresarial e caso necessário, contrate profissionais especializados em áreas que você não domina, afinal, é impossível saber tudo.

2) Alavancagem excessiva – quando uma empresa está bem, é muito fácil e muito farto o crédito. Os bancos aumentam cada vez mais os limites, vendem facilidades na troca de duplicatas e o empresário menos atento vai se enredando em um mar de dívidas que em algum momento precisarão ser pagas.

O que acontece no momento de crise? O crédito começa a escassear, a tentação de emitir duplicatas frias passa a ser grande e o empresário que tinha apenas um problema a administrar, acaba encontrando dois ou mais.

Planeje o crescimento da sua empresa, antes de fazer utilização de um crédito, avalie se aquela alavancagem é de fato necessária naquele momento ou se não existem outras formas de capitalização que não envolvam endividamento.

3) Calote – empresas que dependem de poucos clientes e trabalham com margens de lucro muito pequenas, entram em crise quando algum de seus clientes se torna inadimplente. O lucro de um acaba sendo direcionado para cobrir o rombo deixado pela inadimplência do outro.

Nesse ponto, devemos perguntar: você como empresário, sabe precificar corretamente os seus produtos e/ou serviços? Uma parte dos empresários afirma que precifica sua mercadoria de acordo com o preço de mercado, outra parte, afirma que precifica de acordo com os custos envolvidos na comercialização e o lucro pretendido.

Existe algum erro nessas duas formas de precificação? Não necessariamente, ambas se complementam. O empresário que avalia apenas os próprios custos sem considerar o preço do mercado está condenado a perder a competitividade, o que é bastante perigoso.

Por outro lado, o empresário que não avalia os custos de produção ou revenda, também correrá o risco de perder dinheiro e ser obrigado a fechar as portas.

Caso todo esse tema seja muito complicado para uma microempresa ou empresa de pequeno porte, cerque-se de profissionais capacitados à auxiliarem, faça investimentos inteligentes.

Existem outras causas mais ou menos complexas do que essas mencionadas acima e se você for um novo empreendedor, fique atento para não cometer esses erros. Caso seja um empreendedor experiente que já caiu em algumas dessas ciladas, não tem problema, sempre é tempo de aprender com os erros e recomeçar.

Fonte:Rede Jornal Contábil

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