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Quais os efeitos da alta da Selic no bolso das pessoas e empresas?

05/08/2022

A taxa básica de juros, a Selic, subiu para 13,75% ao ano no dia 3 de agosto, conforme anunciou o Comitê de Política Monetária – Copom do Banco Central. Isso significa que, agora, os juros estão em seu maior nível desde janeiro de 2017. A última vez que ficou acima deste patamar foi em novembro de 2016, quando estava em 14% ao ano.

O crédito e o consumo, com este cenário, são os mais afetados, vez que eles andam lado a lado. Tudo porque quando os empréstimos e financiamentos ficam mais caros, naturalmente o nível de consumo tende a decrescer, visto que o custo dos produtos e serviços aumenta também. Ou seja: a elevação da Selic põe um freio no poder de compra das famílias e das empresas, em um efeito “boa de neve”.

Vale lembrar que de janeiro de 2021 a maio de 2022, o percentual da Selic subiu de 2% para 12,75% ao ano.

O propósito da alta de juros é tentar conter a escalada da inflação no País. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, acumula alta de 5,49% e nos últimos 12 meses ficou em 11,89%. O índice de difusão da inflação, que mede a quantidade de produtos e serviços que subiram no mês no tocante ao total de itens pesquisados pelo IBGE, está em 67,8%.

De acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade – Anefac, os mais impactados pela alta da Selic serão os tomadores de crédito e de empréstimos, afinal o juro médio para as pessoas físicas passará de 119,07% para 120,05% ao ano. Para as empresas, a alíquota média sairá de 56,57% para 57,29% ao ano.

A porcentagem de aproximadamente 1% parece pequena, mas no dia a dia representa um forte impacto no bolso dos consumidores. Por exemplo: na compra de um computador parcelado em 12 vezes, cujo valor total é R$ 1,5 mil, o comprador desembolsará R$ 0,39 a mais por prestação.

Além disso, quem entra no cheque especial, por 20 dias, de R$ 1 mil, pagará R$ 0,27 a mais.

As pessoas que estão acostumadas a “empurrar para o mês seguinte” a liquidação da fatura do cartão de crédito também devem ter cautela, vez que a alta da Selic aumenta a chance de endividamento e inadimplência.

E a modalidade de investimento mais antiga do país, a poupança, vale a pena? A resposta, segundo a Anefac, que produziu um simulacro sobre os rendimentos, é não. A caderneta não vale a pena: com o percentual de 13,75% ao ano, a poupança só rende mais que os fundos de investimento quando o prazo da aplicação é curto e a taxa de administração cobrada pelos fundos é alta.

Pela simulação, a poupança rende mais que os fundos em somente uma conjuntura, com aplicabilidade de até um ano em relação a fundos com taxa de 3% ao ano. Quando o fundo tem taxa de administração de 2,5% ao ano, a poupança rende o mesmo apenas quando o dinheiro ficar aplicado por até seis meses.

Da Redação do Portal Dedução

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